April 16, 2008 at 10:25 PM · Filed under webcomics
Uma das coisas que eu mais gosto na internet são webcomics. Na verdade sempre gostei muito de quadrinhos, mas nunca li regularmente nenhum – sempre achei caro demais frente ao meu grau de mão-de-vaquice.
A internet se mostrou a mídia ideal para o que eu queria: quadrinhos, sem perder muito tempo, e de graça.
Atualmente leio cerca de 50 webcomics diferentes, dos quais ao menos 20 regularmente. Diante disso, achei que seria legal compartilhar algum pelos quais me interesso.
Um dos que leio a mais tempo é The unfeasible adventures of Beaver and Steve, que conta as aventuras de um castor (Beaver) e seu amigo lagarto/dinossauro/jacaré/réptil-a-sua-escolha Steve.
O quadrinho se organiza em pequenas histórias, compostas geralmente por cinco ou seis atualizações, entretanto não sendo tão raro apenas tirinhas. Infelizmente, a quantidade de atualizações de Beaver and Steve se reduziu bastante, passando de diário para por volta de semanal.
Enquanto Beaver é um personagem racional e organizado, Steve é a personificação (reptilização?) da impulsividade e imprevisibilidade. E esses são ingredientes perfeitos para uma das características que mais busco em quadrinhos de humor, que eu chamo de comédia do absurdo (acho que é possível deduzir o que seja pelo nome).
Além dos protagonistas, existe uma série de personagens recorrentes como o Conde Drácula, o próprio criador do quadrinho (James Turner) e os terríveis pandas – inimigos mortais do Steve.
É diversão garantida, e excelente pedida pra começar a ler webcomics. Pra quem quiser conferir: www.beaverandsteve.com.
April 13, 2008 at 12:23 AM · Filed under concerts, ska
Na quinta-feira (sexta na verdade, visto que o show atrasou bastante), vi tocar aqui em Curitiba, no Espaço Callas, uma das bandas que mais queria assistir: The Skatalites. Seria uma chance praticamente única de vê-los ao vivo (quando vieram ano passado para São Paulo e eu não fui, achei que tinha perdido a chance da minha vida), e eu sabia que o investimento valeria à pena.
Foram R$ 80,00 e poucas horas de sono que valeram totalmente. Quase 50 anos tocando e os velhinhos jamaicanos mataram à pau, em praticamente duas horas de show.
Que a instrumentação é perfeita é desnecessário falar. Fenomenal também foi a passagem de som; já foi um show à parte. Trombonista, trompetista e saxofonistas tocando junto músicas que o DJ tocava.
Mas o que realmente me impressionou foi a presença de palco, a energia apresentada – 70 anos, minha gente – e claro, as dancinhas.
E dançar foi algo que não faltou naquele show. Foi extremamente empolgante, skazera dançante de primeira, impossível ficar parado.
Não bastasse tudo isso, ainda pude observar a Doreen cantando bem na minha frente – sim, eu estava grudado no palco. Uma elegante senhora com uma voz de menina, cantando com toda emoção. Don’t Stay Away foi de arrepiar.
Resultado disso tudo: o melhor show que eu fui na minha vida. Quem não foi, se arrependa. E reze pra que eles voltem, e então não perca. Porque aquele show valeu cada segundo.
Para os que não foram, segue um gostinho de James Bond, que eu mesmo filmei: